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PEDOFILIA, DENUNCIE. DISQUE 100

29 de abril de 2015

Ser profissional terceirizado vale a pena?


Em meio à polêmica sobre a nova lei de terceirização - que, segundo seus defensores, aumentaria o nível de emprego no Brasil -, o IBGE anunciou que o desemprego subiu para 6,2 % em março, uma alta de 0,3 ponto porcentual na comparação com fevereiro e de 1,2 ponto porcentual em relação a março do ano passado.
 
Trata-se do índice mais alto desde maio de 2011.
 
O Brasil tem hoje cerca de 12 milhões de trabalhadores terceirizados, cerca de um quarto da mão de obra formal no país.
 
Para saber como é o cotidiano dessas pessoas atualmente, a BBC Brasil conversou com terceirizados que atuam em empresas de diversos setores, como o de petróleo, comunicação ou de serviços de limpeza, e ouviu mais queixas do que elogios.
 
Para Nívia Rejane, de 36 anos, a terceirização foi a chance de finalmente entrar no mercado de trabalho formal, depois de trabalhar como empregada doméstica desde os 12 anos.
 
"Tenho carteira assinada, décimo-terceiro, INSS, vale transporte, ticket-alimentação", lista ela, que foi contratada há um ano por uma empresa de serviços gerais e faz limpeza diariamente em três escritórios na zona sul do Rio. "Semana que vem entro de férias – remuneradas", comemora.
 
Já para Rodrigo (nome fictício), a terceirização foi o caminho para entrar na empresa dos sonhos, a Petrobras. Há quase dez anos na empresa, ele revela exercer atualmente função que só poderia ser desempenhada por um funcionário concursado – por se tratar de uma atividade-fim da empresa –, porém com salário e benefícios menores.
 
"Tem gente que de fato presta serviço de apoio, mas eu exerço uma atividade-fim e ganho muito menos do que um concursado ganharia para fazer a mesma coisa", diz Rodrigo, afirmando ser comum que a função descrita na carteira de trabalho seja genérica como forma de escapar à regra.
 
Atividades-meio ou atividades-fim:
 
Atualmente, a regulamentação da terceirização no Brasil restringe essa prática às chamadas "atividades-meio" – como serviços de segurança ou limpeza – mas não permite que seja usada para contratar funcionários que desempenhem "atividades-fim" (como um médico em um hospital ou um professor em uma escola). Se aprovado, o projeto de lei que já passou pela Câmara dos Deputados vai acabar com essa restrição.
 
O debate em torno do projeto (PL 4330) está polarizado. Defensores argumentam que vai dinamizar o mercado de trabalho e permitir a abertura de novas vagas, ampliando a segurança jurídica para quem já presta serviço como terceirizado. Já críticos dizem que a medida precariza as relações de trabalho e significariam um golpe nos direitos trabalhistas garantidos pela CLT.
 
Miguel Torres, presidente da Força Sindical, defensora do projeto, considera que a insatisfação existe porque, da forma como é praticada hoje, a terceirização é danosa ao trabalhador.
 
"A maioria do empresariado que terceiriza o faz para reduzir encargos e salários. Terceiriza para precarizar, tirando o trabalhador de uma categoria que já conquistou direitos e cortando benefícios", diz. "Nós também somos contra a terceirização (do jeito que é praticada). Somos a favor da regulamentação que inclua direitos."
 
Os terceirizados ouvidos pela BBC Brasil queixam-se de diversas distorções geradas por diferentes regimes de contratação em uma mesma empresa.
 
Juliana (nome fictício) trabalha na área de saúde da Fiocruz e, mesmo desempenhando a mesma função, já passou por três empresas em dez anos.
 
Ela diz que as empresas terceirizadas que ganham licitações para serem contratadas pelo instituto mudam frequentemente, mas os funcionários ficam, pulando de contrato em contrato.
 
"As empresas mudam e as pessoas continuam. Porque é uma mão de obra já qualificada, que já tem experiência e conhece o trabalho. A intenção do governo é gradualmente substituir todos os terceirizados, mas as vagas que são abertas para concurso público não suprem a necessidade."
 
Dentro da Fiocruz, Juliana já passou por empresas que não depositavam o INSS e o FGTS, não davam vale-transporte e atrasavam o pagamento salarial, e perdeu as férias na transição de um contratante para o outro.
 
Proteção:
 
Miguel Torres, da Força Sindical, diz que o projeto apresentado inicialmente no Congresso "estava muito ruim", mas considera que as emendas aprovadas trouxeram garantias importantes para os trabalhadores.
 
Ele ressalta como exemplos o dispositivo que obriga a empresa terceirizada a ter uma única especialidade, que seja necessariamente a mesma do contratante; o que faz com que funcionários terceirizados passem a ser representados pelo sindicato específico de sua área de atuação, fazendo com que benefícios negociados para uma categoria sejam extensíveis também a terceirizados; e o que aumenta a responsabilidade da empresa que contrata os serviços de uma terceirizada, tornando-a coparticipante dos direitos dos trabalhadores.
 
Isso evitaria, de acordo com o economista Mario Salvato, que trabalhadores terceirizados fiquem desprotegidos caso seus empregadores diretos não estejam pagando os salários ou benefícios em dia – como ocorreu com Juliana – ou venham a fechar as portas.
 
"O processo de terceirização vai elevar os direitos desses 12 milhões de trabalhadores terceirizados e dos demais que vierem a ser contratados assim", considera Salvato, coordenador do curso de economia do IBMEC/Minas.
 
Um levantamento realizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) reflete a disparidade salarial. Ao comparar trabalhadores que realizavam a mesma função em 2010, o estudo constatou que os terceirizados recebiam em média 27% a menos que os contratados diretos.
 
Gabriel (nome fictício) sente essa diferença todo mês. Ele trabalha na área de comunicação da Petrobras e diz que lá todos são tratados da mesma forma, mas os funcionários terceirizados costumam ter salários menores que os concursados. Em quase uma década na estatal, já esteve sob contrato de quatro empresas, embora continuasse desempenhando rigorosamente a mesma função.
 
Há diferenças sutis, como a cor do crachá – verde, para os concursados, e brancos, para os terceirizados. Todos almoçam no mesmo refeitório, e a quantidade de horas trabalhadas é a mesma. A diferença principal são os benefícios. Terceirizados não têm, por exemplo, direito a participação nos lucros da Petrobras, exemplifica:
 
"Nossa ′participação nos lucros′ vem quando o contrato da empresa chega ao fim, somos demitidos e ganhamos indenização", afirma Gabriel.
 
Os entrevistados dizem que os diferentes tipos de vínculo no mesmo espaço de trabalho podem geram desconforto e até discriminação.
 
Rodrigo se queixa da falta de investimento em formação. Na Petrobras, ele diz não ter acesso aos treinamentos e cursos oferecidos a funcionários concursados.
 
"Como a gente não tem oportunidades de crescimento profissional, as pessoas acabam durando pouco tempo na empresa", afirma Rodrigo, queixando-se se ainda de diferenças no tratamento.
 
"Sentimos isso até em trocas de e-mails. Alguns concursados se negam a passar informações específicas a terceirizados. Todos aqui somos profissionais. Sempre batem na tecla de que isso (preconceito) não existe. Existe, mas é velado."
 
Foi quando Juliana ficou grávida que mais sentiu a diferença do seu contrato na Fiocruz. Como terceirizada, teve direito à licença maternidade padrão de quatro meses, e não os seis meses dados às suas vizinhas concursadas. E, ao contrário dos servidores, sua filha não pôde ter direito à creche gratuita oferecida dentro da instituição em Manguinhos.
 
"A gente vive assim, com essa diferença marcada. Fazemos o mesmo trabalho mas temos benefícios diferentes."
 
Dependendo do tipo de atividade, a terceirização não passa por uma contratação com os benefícios da CLT e envolve abrir uma empresa, para ser contratado como pessoa jurídica (PJ).
 
′Ainda preferiria CLT′:
 
O publicitário Manuel (nome fictício) criou seu CNPJ em 2010, quando saiu de um emprego formal e virou freelancer. Descobriu que a partir de certo nível de salário em agências publicitárias, as vagas no regime CLT eram praticamente inexistentes, e abriu uma empresa.
 
Para algumas situações, essa solução pode ser vantajosa por permitir reduzir a carga de impostos, mas Manuel diz que não teria feito essa opção.
 
"Ainda preferiria uma contratação por CLT pela segurança, estabilidade e salário. Ser PJ (pessoa jurídica) não compensa os benefícios da CLT se considerarmos o FGTS, o INSS e os possíveis 40% de indenização e auxílio-desemprego no caso de uma demissão", considera ele, acrescentando que é caro – e burocrático – abrir e manter uma empresa.
 
Patrícia (nome fictício) é jornalista e também se viu obrigada a aderir à "pejotização" para trabalhar em uma agência de notícias. Arcou com os custos de abrir sua empresa, bancou a taxa de contratação de serviços que consumiu 1/5 do primeiro salário, e tudo para durar apenas cinco meses na função.
 
Assim que apareceu uma chance de ser contratada pela CLT, Patrícia saiu – ainda mais sendo o salário melhor. "Mesmo que o salário fosse igual, eu teria saído se fosse pela CLT. Não compensava ser PJ. Mas na empresa anterior não era uma opção, era a prática."
 
Para o consultor jurídico da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Pedro Capanema, a visão negativa corrobora a necessidade do projeto de lei.
 
"O que se pretende é regulamentar e dar mais segurança para as pessoas que trabalham como terceirizadas", diz ele, considerando que a terceirização vai especializar mais as empresas e assim aumentar sua eficiência e competitividade no mercado. "A ideia é que se consiga terceirizar com segurança, reduzindo custos sim, mas com foco na competitividade."
 
A maioria dos ouvidos pela BBC Brasil, porém, diz não acreditar que o PL da terceirização, da maneira como o projeto está, possa lhes beneficiar ou corrigir as distorções enfrentadas por pessoas como elas. Patricia, por exemplo, concorda que é necessário regulamentar a terceirização – mas considera que deveria haver um foco maior em preservar os direitos dos trabalhadores.
 
BBC.
 
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28 de abril de 2015

Para aqueles que tive o prazer em poder orientar.


Aos profissionais e amigos.

TST - Érika Freitas, TST - Thiago Santos Salgado Costa e TST Renan Menezes Gomes da Costa dentre outros que por motivos particulares prefiro não mencionar.

Nada pode ser mais forte no aprendizado de uma pessoa do que o exemplo profissional que se pode dar e aprender e, hoje vejo todos maravilhosamente bem posicionados no mercado da prevenção de acidentes.

Discursos e teorias por mais brilhantes que sejam, perduram menos na nossa mente do que as ações marcantes que vivenciamos. Exemplos para todos que tenham como missão iniciar novos irmãos (s) profissionais nas atividades tão nobres como a nossa – Prevenção dos Acidentes do trabalho.

Penso que ainda é possível com a nossa experiência profissional ensinar, mostrar o certo e errado, objetivando manter bons profissionais no mercado de trabalho, fazendo que também sejam vencedores profissionalmente como tive a oportunidade de ser.

Ao orientar com respeito, valorizando cada um dos estagiários (as) em seus conjuntos de habilidades e potencialidades, permitimos que eles mostrem que são capazes e, com certeza, eles (as) terão bons resultados para comemorar num futuro próximo.

Desejo há todos muita sorte nos desafios que com certeza irão encontrar.

Marcio Santiago Vaitsman
 
 
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27 de abril de 2015

A lição da Borboleta – DDS de Autoajuda.


Um dia, uma pequena abertura apareceu em um casulo, um homem sentou e observou a borboleta por várias horas conforme ela se esforçava para fazer com que seu corpo passasse através daquele pequeno buraco.

Então pareceu que ela parou de fazer qualquer progresso. Parecia que ela tinha ido o mais longe que podia, e não conseguia ir mais longe.

Então o homem decidiu ajudar a borboleta, ele pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo.

A borboleta então saiu facilmente. Mas seu corpo estava murcho e era pequeno e tinha as asas amassadas.

O homem continuou a observar a borboleta porque ele esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e esticassem para serem capazes de suportar o corpo, que iria se afirmar a tempo.

Nada aconteceu.

Na verdade, a borboleta passou o resto da sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas.

Ela nunca foi capaz de voar.

O que o homem, em sua gentileza e vontade de ajudar, não compreendia era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura era o modo com que Deus fazia com que o fluido do corpo da borboleta fosse para as suas asas de modo que ela estaria pronta para voar uma vez que estivesse livre do casulo.

Algumas vezes, o esforço é justamente o que precisamos em nossa vida. Se Deus nos permitisse passar através de nossas vidas sem quaisquer obstáculos, ele nos deixaria aleijados.

Nós não iríamos ser tão fortes como poderíamos ter sido. Nós nunca poderíamos voar.

Eu pedi Força... e Deus me deu Dificuldades para me fazer forte.

Eu pedi Sabedoria... e Deus me deu Problemas para resolver.

Eu pedi Prosperidade... e Deus me deu Cérebro e Músculos para trabalhar.

Eu pedi Coragem... e Deus me deu Perigo para superar.

Eu pedi Amor... e Deus me deu pessoas com Problemas para ajudar.

Eu pedi Favores... e Deus me deu Oportunidades.

“Eu não recebi nada do que pedi... Mas eu recebi tudo de que precisava.”


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26 de abril de 2015

PERFIL PROFISSIONAL DO TÉCNICO EM SEGURANÇA DO TRABALHO.



A construção de uma matriz curricular para a área de formação profissional exige um estudo da situação real de trabalho para a definição de um referencial da profissão. Esse estudo permite não só o levantamento das funções convencionais que compõem um determinado cargo ou função, mas a indicação dos novos requisitos demandados aos trabalhadores e as novas possibilidades de atuação, nem sempre relacionadas a um posto de trabalho ou a um emprego formal.


O perfil do Técnico em Segurança do Trabalho mostra um profissional que associa, em suas funções, atividades laborais consagradas e outras que vêm se mostrando cada vez mais presentes nas suas atribuições, destacando-se as relacionadas às políticas de segurança e aos processos de auditoria, pelas quais é chamado a responder individualmente ou, mais comumente, em equipes formadas por profissionais de diversas outras áreas que mantém entre si uma grande proximidade em termos de objetivos e que, através de instrumentos e potencialidades específicos, perseguem a melhoria das condições de vida em nosso planeta.

NÍVEIS DE DESEMPENHO: planejamento, execução e avaliação.

O Levantamento Profissiográfico do Técnico em Segurança do Trabalho revelou que seu trabalho não se restringe à execução de tarefas e normas prontas e determinadas, mas, ao contrário, envolve três momentos específicos e complementares: o planejamento, a execução e a avaliação.

PLANEJAMENTO: nessa fase cabe ao Técnico em Segurança do Trabalho, elaborar e/ou participar da elaboração de Programas e Projetos específicos da sua área de atuação ou multifuncionais, envolvendo uma série de objetivos relacionados. Caracterizam as ações de planejamento, entre outras, estudos diagnósticos, seleção e/ou formulação de estratégias e metodologias, verificação de interfaces entre as políticas para outras áreas da organização e a de Segurança e Saúde do Trabalho.

EXECUÇÃO: as ações de execução presentes no trabalho desse profissional comportam uma multiplicidade de atividades, abrangendo desde a implantação de políticas institucionais na Área de Segurança e Saúde do Trabalho à especificidade de elaboração de um parecer técnico.

AVALIAÇÃO: presente em todas as fases do processo de trabalho, a avaliação torna-se mais caracterizada nas atividades que têm por objetivo determinar a eficiência e eficácia dos programas, projetos e qualquer ação na Área de Segurança e Saúde do Trabalho. Sua realização demanda ao profissional acompanhamento sistemático e estruturado de todos os processos e procedimentos para que possa ser determinada, de fato, a eficácia do que está sendo realizado, definindo sua manutenção ou correção.

As quatro funções que compõem o Perfil do Técnico em Segurança do Trabalho, desdobradas em várias subfunções, são:

Políticas de Segurança e Saúde do Trabalho, Gestão de Riscos, Gerenciamento Ambiental e Auditoria.


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24 de abril de 2015

O que está por trás da terceirização.


Quando era jovenzinho, ouvi algumas pessoas defenderem a tese de que o problema da inflação eram os intermediários. Se os produtos, especialmente alimentos, tivessem um caminho direto do produtor até o consumidor, os seus preços seriam mais baratos. A intermediação afetaria, na verdade, a formação do preço, não sendo uma questão de inflação, especificamente.

O mesmo raciocínio pode ser aplicado ao mercado de capitais, de maneira particular à emissão pública de títulos de dívida. Se a empresa toma dinheiro diretamente do investidor, a ausência de um intermediário seria benéfica aos dois agentes. O lucro obtido por esse intermediário seria distribuído: parte reduziria o custo do empréstimo para a empresa tomadora; parte aumentaria o rendimento do investidor.

Nós podemos pensar na terceirização como uma forma de inserir intermediários na relação trabalhista. Dessa forma, qual seria o ganho da terceirização se a colocação de um intermediário encarece o preço? Para responder essa questão, acredito que é preciso analisar as diferentes relações de trabalho, ou, melhor dizendo, a “compra” da qualidade de mão de obra.

Diante disso, destaco o que me parecem ser os três principais níveis de qualidade na contratação de mão de obra, a saber:

Mão de obra não qualificada;

Mão de obra especificamente qualificada;

Mão de obra qualificada.

No primeiro caso, teríamos, de um lado, as atividades acessórias ou complementares da empresa, que não estão ligadas à sua operação, motivo pelo qual se denominam atividades meio. Os principais exemplos são os serviços de vigilância, limpeza, logística, dentre outros. Para essas atividades, a legislação e a jurisprudência trabalhista já aceitava a terceirização.

Por outro lado, é possível que haja atividade fim da empresa, ou seja, aquela relacionada diretamente à sua operação (“core business”), em que não se exige qualificação. Alguns exemplos seriam os serviços de manuseio em operação de logística e distribuição e os serviços de controle de almoxarifado nas mais variadas indústrias. A discussão sobre a terceirização tem esses casos como foco.

Quando se trata de mão de obra não qualificada, em quaisquer dos dois casos mencionados, o interesse do contratante é a força de trabalho em si, não importando – ou importando pouco – a pessoa que executa a tarefa. Nesse contexto, a terceirização teria como principal vantagem manter a força de trabalho, manter a disponibilidade da mão de obra. Ausências pessoais, seja por qual motivo for, não seriam sentidas pela empresa contratante e beneficiária da mão de obra.

Por mão de obra especificamente qualificada, estou me referindo àqueles casos em que o empregado deve ter um conhecimento específico, como, por exemplo, a operação de uma máquina de alta tecnologia. Essa mão de obra não é desqualificada ou qualificada de maneira geral. Ela é bem treinada para uma tarefa definida, embora possa não ter qualificação para outras tarefas, ainda que mais simples. Nessa situação, a terceirização traria pouca vantagem, porque dificilmente a empresa fornecedora de mão de obra (terceira) seria capaz de ou teria interesse em manter pessoas especializadas em tarefas específicas.

Para o caso da mão de obra qualificada, existem também duas esferas. Algumas tarefas exigem formação específica, inclusive de nível superior (por exemplo: advogados, contadores, engenheiros, farmacêuticos, nutricionistas etc.). Quando essas tarefas não compõem a atividade fim, elas já eram terceirizadas, com benefícios inclusive para os prestadores dos serviços.

A terceirização apresenta forte impacto estrutural, de benefícios e de custos, quando a tarefa a ser executada é de alta qualificação e integrada à operação da empresa (“core business”). Isso porque, normalmente, a mão de obra é fornecida por um profissional de alta formação e que, em decorrência, recebe uma remuneração superior. Nessa situação, a relação de confiança recíproca, entre o profissional e a empresa, não se estabelece simplesmente pelo vínculo de emprego, o que quer dizer que a carteira assinada talvez não seja o requisito mais importante.

Em uma relação desse tipo, os custos da contratação de mão de obra, quer os suportados pela empresa quer os suportados pelo executor das tarefas, representam um fator fundamental para a sua estruturação. A opção por contratar essa mão de obra como empregado, regido pelas normas da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), ou como terceiro faz significativa diferença, especialmente com relação aos encargos trabalhistas e previdenciários. Daí, a alternativa da constituição de pessoas jurídicas por parte do executor da tarefa para que o serviço seja prestado – processo conhecido como “pejotização”.

Esses são os pontos que estão por trás da discussão sobre terceirização.


Valor Econômico.


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23 de abril de 2015

Muito legal esse discurso do ex Presidente da Coca..


Ele disse em seu discurso na hora de deixar o cargo de Presidente da gigantesca Coca Cola.

"Imagine a vida como um jogo em que você esta fazendo malabarismos com cinco bolas no ar."

Estas são: Seu trabalho, Sua família, Sua Saúde. Seus amigos e sua vida espiritual. E você tem que manter tudo isso sempre no ar.

Logo você vai perceber que o trabalho é como uma bola de borracha, se deixar cair ela rebaterá e irá saltar de volta.

Mas as outras quatro bolas: família, saúde, amigos e vida espiritual são frágeis como vidro.

Se você deixar cair um destas, irrevogavelmente serão lascadas, marcadas, cortes a danificando ou mesmo a quebrando. Nunca serão as mesmas.

Temos de entender isto: Apreciar e se esforçar para alcançar e cuidar do mais valioso.

Trabalhar de forma eficaz nas horas normais de trabalho e deixar o trabalho a tempo.

Dê o tempo necessário para sua família e amigos.

Exercite-se, comer e descansar adequadamente. E acima de tudo... Crescer na vida interior, espiritual, que é o mais importante, porque é eterna.

Shakespeare disse: Eu sempre me sinto feliz, sabe por quê? Porque eu não espero nada de ninguém. Esperar sempre dói.

Os problemas não são eternos, sempre têm soluções. A única coisa que não resolve é a morte. A vida é curta, por isso, adoro isso!

Viva intensamente e lembre-se:

Antes de falar... Ouça!

Antes de escrever... Pense!

Antes de criticar... Examine-se!

Antes de ferir... Sinta-se!

Antes de orar... Desculpe!

Antes de gastar... Ganhe!

Antes de desistir... Tente!

ANTES DE MORRER... VIVA!



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22 de abril de 2015

POSTURA CORPORAL – DDS.

Um dos problemas que mais atinge aos brasileiros (trabalhadores) na atualidade, em relação à saúde é sem sombra de dúvidas a postura corporal.
 
Este assunto aparece em literaturas técnicas, revistas populares, nas nossas vivências das mais variadas formas, nos trazendo mensagens que refletem a influência da POSTURA CORPORAL na coluna vertebral e na região lombar.
 
A atividade motora é definida como sendo vários movimentos pequenos ou amplos, que provem um arranjo das partes do corpo.
 
Ao analisarmos a postura corporal, devemos lembrar que um dos critérios de boa postura é o equilíbrio entre os músculos e os ossos que são as estruturas que suportam e protegem a coluna vertebral de agressões ou deformações progressivas.
 
Citamos aqui algumas situações de sobrecarga lombar:
 
Lavar o rosto ou escovar os dentes com o corpo flexionado em uma pia;
 
Calçar meias ou sapatos sentados na cama ou em pé;
 
Pegar qualquer objeto numa gaveta baixa;
 
Levantar um filho no colo;
 
Sentar, sem apoio devido da região lombar;
 
Pegar uma máquina pesada e transportá-la sem ajuda;
 
Giro brusco do tronco em extensão ou flexão ( futebol, tênis, etc.);
 
Despreparo muscular.
 
Desta forma vemos que, praticamente forçamos a musculatura posterior do tronco e pescoço em inúmeras situações, profissionais ou não.
 
Se não mantivermos uma boa postura corporal quando desenvolvermos nossas atividades diárias, estaremos passivos de agressões, doenças e/ou deformações.
 
Um Funcionário bem adaptado à empresa, no seu posto de trabalho, se convencerá e participará dos objetivos da empresa, satisfeito com o ambiente interno da empresa, participarão das tradições, costumes, regulamentos e normas.
 
Portanto, será mais receptivo ao atendimento e às diretrizes dos programas de Segurança do Trabalho.
 
Consequentemente, devido a uma melhor postura, este estará mais seguro, em relação a sua convivência no ambiente e terá uma postura positiva em relação a segurança e assim, terá condições psicológicas favoráveis, para valorizar a sua vida e a de seus colegas.
 
É de responsabilidade de todos para haja um clima mais adequado no ambiente de trabalho, contribuindo assim para a postura comportamental, independente da posição hierárquica.
 
Contamos com a colaboração de todos, analisando as posições assumidas e o quando possível desenvolvendo o preparo físico para suportar as sobrecargas lombares do dia-a-dia de trabalho.
 
 
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21 de abril de 2015

A profissão.

De um modo geral, estou chegando a conclusão que os problemas da Segurança do Trabalho no Brasil, não são dos empresários e ou dos órgãos governamentais de fiscalização.
 
O problema da baixa remuneração, as péssimas condições de trabalho e o descrédito da profissão, penso ser da própria classe.
 
Que não participa dos assuntos relacionados a sua profissão;
 
Que não lê artigos técnicos;
 
Que não se unem para reivindicar melhorias profissional;
 
Que reclama, mas nada faz para melhorar;
 
Que não quer ouvir falar de órgãos de classe;
 
Que só procura tirar proveito dos trabalhos feitos;
 
Que não prestigia a classe, mas, cria polemica quando outros procuram apoiar;
 
Que usa a profissão apenas como trampolim profissional;
 
Que se deixam manipular por patrões inescrupulosos;
 
Que se filia a órgãos extra classe (CREA, etc.) e não procura saber como está funcionando para fiscalizar o seu sindicato que é o representante oficial da sua profissão.
 
Que nada faz para melhorar pessoal e profissionalmente, mas, inveja àqueles que conseguiram por esforço próprio, destaque na área profissional;
 
Que não sabem procurar colocação que satisfaça as suas necessidades pessoas e profissionais e depois reclamam das péssimas condições de trabalho.
 
Caros colegas, após 36 anos atuando nas maiores empresas deste pais, ainda acredito na melhoria da Segurança do Trabalho como profissão nobre, tenho convicção que um dia com a união de todos, será reconhecida a sua importância para a sociedade brasileira, independente de quaisquer esforços de alguns em tentar aniquilar com a profissão dos Técnicos em Segurança do Trabalho do Brasil.
 
Marcio Santiago Vaitsman
 
 
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