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PEDOFILIA, DENUNCIE. DISQUE 100

21 de abril de 2016

Pare de reclamar e comece a agir desde ontem.



Com a diminuição do número de vagas de empregos, voltei a escutar as lamúrias sobre crise e a injustiça das empresas que só contratam por peixada ou com vários anos de experiência.

Como assim, professor? Não são lamúrias. Sou recém-formado e o negócio está feio.

Realmente tem empresa que não dá chance.

Como vamos ter experiência se não nos deixam mostrar a nossa capacidade? É realmente injusto?

Vamos por partes, meu filho. Primeiro eu queria lhe fazer uma pergunta: desde quando as empresas nasceram para serem justas?

Além disso, qual é a injustiça de dar preferência para alguém que já trabalha há dez anos na área ao invés de alguém com meses de experiência?

Não concordo, professor! Posso ter pouca experiência, mas mereço uma chance de provar a minha competência.

Ok, meu filho! Mas como você sabe que será mais capaz do que aquele que tem mais tempo na área?

Mas a empresa também não tem como saber.

Além disso, duvido que ele vá se empenhar, com eu me empenharei, professor.

É verdade, a empresa não tem como saber. Mas, posso ser sincero, na média, tempo de trabalho pode fazer muita diferença. Pois o conhecimento sobre determinado assunto pode ser melhorado e desenvolvido com estudo. Mas alguns fatores dependem de experiência prática. Só quem tentou , errou, caiu e levantou terá desenvolvido determinadas habilidades.

Imagine alguém que saboreia a Segurança do Trabalho faz dez anos e o tanto de conhecimento adquirido.

Para com isso, professor. Como eu fico nessa? Desempregado, em um looping de precisar experiência para trabalhar, mas precisar trabalhar para ter experiência? Tô ferrado !!!

Sei que você deve já estar chateado comigo, mas para amenizar a minha barra vou lhe contar um segredo de ouro. Sabe qual deve se o seu diferencial?

Tô chateado, mesmo. Mas fala aí!

Apenas alguns meses de estudo em conhecimento teórico.

Como assim ! Não entendo mais nada, o senhor acabou de falar que experiência é importante e blá, blá, blá... e agora está falando em alguns meses de estudo.

Pois é, infelizmente para o mercado e felizmente para você, temos muitos profissionais com anos de trabalho, mas que na média pouco estuda e não se recicla. Como consequência não tem os anos de vantagem sobre os recém-formados.

Quando vejo um profissional que está começando, acredito que a forma mais fácil de se diferenciar é tornar-se uma máquina de aprender.

E como eu faço isto, professor?

Quantos livros você tem lido ao mês?

Exatamente, eu falei livros, no plural. Você sabia que na média o brasileiro não lê nem quatro livros no ano. Agora imagine se você ler pelo menos dois livros técnicos no mês (leia mais se possível).

Além disso, imagine se você fizer cursos (há gratuitos), escrever materiais técnicos (não precisa publicar, basta escrever para coordenar as ideias), conversar sobre assuntos técnicos com colegas de trabalho, ao invés de discutir apenas abobrinhas pelo whatsapp, tirar dúvidas, ver vídeos sobre o assunto, complementar as informações técnicas com temas sobre liderança, gestão de projetos, informática etc. E se, além disso, você ainda desenvolve habilidades de gestão, criatividade, relação interpessoal etc....

Ok, professor, posso tentar fazer isto tudo, mas vou continuar sendo recém-formado!

Meu filho, este perfil é tão raro que na primeira oportunidade você será contratado.

Na verdade, quando lhe descobrirem você será disputado.

A crise e a falta de experiência atingem primeiro aos de menor preparo. Não adianta ficar esperando e reclamando. Faça por merecer, construa uma trajetória, mas comece desde ontem.

 O Segurito por Mário Sobral Júnior 

Para uma categoria profissional a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado e, quem não luta pelo seu direito, não é digno dele.

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