Qual é a Principal Preocupação do Técnico em Segurança do Trabalho no Mercado Atual.



Todos sabem que o Técnico em Segurança do Trabalho tem uma missão nobre:

Proteger vidas e garantir que cada trabalhador volte para casa com saúde e segurança. Mas, por trás desse propósito, existe uma realidade que preocupa e muito a classe profissional.

Hoje, os desafios do mercado vão além das questões técnicas. Eles envolvem reconhecimento, valorização e futuro.

Desvalorização profissional:

Apesar da importância do cargo, muitos empregadores ainda veem o técnico apenas como uma obrigação legal.

O resultado? Salários abaixo do ideal, falta de autonomia e pouca valorização das recomendações emitidas pelos profissionais da área. O técnico precisa ser visto como parte estratégica da empresa, e não apenas como “o fiscal de EPI” ou apenas para inglês ver,” que significa, fazer algo apenas para cumprir as formalidades da lei, o popular bucha de canhão.

Concorrência desleal e informalidade:

Um problema crescente é a presença de pessoas atuando sem formação adequada ou sem a devida habilidade técnica, embora não pareça, mas, existe muito pela falta de fiscalização. Isso gera concorrência desleal, precariza o mercado e prejudica a imagem da profissão.

A fiscalização precisa ser mais firme, e a própria classe deve exigir o respeito às qualificações técnicas, mas cobrar de quem se não existe um Conselho Profissional próprio.

Falta de união e representatividade:

Como sempre falo, outro ponto sensível é a baixa mobilização dos profissionais, poucos participam de sindicatos ou associações, e isso enfraquece o poder de negociação da categoria, por outro lado, podemos sentir existir um distanciamento entre a pauta sindical e as reais necessidades da categoria, eles não estão conseguindo motivar ou engajar a classe trabalhadora,

Por experiencia própria, digo que sem união, é difícil lutar por piso salarial justo, melhores condições de trabalho e reconhecimento social e profissional.

Falta de atualização e novas exigências:

O mercado mudou e muito rápido. Hoje, o técnico precisa dominar temas como PGR, GRO, eSocial, LGPD e até Identificar e Monitorar Riscos Psicossociais, além de entender sobre segurança em processos automatizados.

Caro amigo Técnico, a atualização constante não é mais diferencial, é questão de sobrevivência profissional.

Com o Impacto da tecnologia,  de novos riscos e  automação, e a  inteligência artificial, aliado ao trabalho remoto, faz surgir novos riscos do tipo:

Cansaço mental; ergonomia digital; falta de interação social;

Novas formas de acidente em ambientes automatizados.

Hoje, o técnico precisa se reinventar, atuando também como já mencionai acima, na segurança psicossocial e tecnológica.

Escassez de oportunidades em alguns setores:

A maior parte das vagas ainda está concentrada em indústria de construção civil, enquanto setores como comércio e serviços pouco absorvem técnicos em segurança do trabalho.

Isso limita o crescimento da profissão, aumenta os riscos de acidentes e, reduz o campo de atuação de muitos profissionais ótimos e altamente qualificados, muitas das vezes ficam "marginalização em quanto "a quantidade de maus profissionais ofusca a qualidade dos bons".

Pressão e responsabilidade:

Trabalhar com vidas humanas é uma das maiores responsabilidades que alguém pode ter. O técnico muitas vezes lida com pressão, falta de apoio da gestão e decisões difíceis, o que exige preparo emocional e ética sólida.

Reflexão final:

O Técnico em Segurança do Trabalho é, acima de tudo, um protetor de vidas silencioso;

Está nos bastidores das empresas, evitando tragédias que poderiam mudar destinos de muitas famílias.

Mas, para continuar cumprindo esse papel com excelência, é essencial que a classe se fortaleça, se atualize e se uma, a valorização profissional começa por cada um e se constrói coletivamente.

Vamos juntos valorizar nossa profissão e mostrar ao mercado para que veio o verdadeiro profissional Técnico em Segurança do Trabalho!

Marcio Santiago Vaitsman


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Creia que essa luta pelos Técnicos em Segurança, nunca foi por mim, mas, pela dignidade da profissão.