MOTOCICLETA, PREVENÇÃO E OS RISCOS ESTÃO NO CAMINHO.
A motocicleta é um meio de transporte ágil, econômico e cada vez mais presente nas ruas e rodovias. Porém, essa praticidade vem acompanhada de uma exposição muito maior aos riscos de acidentes e de lesões graves.
Diferentemente dos ocupantes de um automóvel, o motociclista não conta com uma estrutura de proteção ao seu redor. Em uma colisão, queda ou atropelamento, o próprio corpo pode ser diretamente atingido.
Principais riscos e fatores que contribuem para os acidentes envolvendo motociclistas estão:
Excesso de velocidade;
Falta de atenção e imprudência;
Ultrapassagens perigosas;
Uso de celular durante a condução;
Condução sob efeito de álcool ou outras substâncias;
Falta ou utilização inadequada dos equipamentos de proteção;
Más condições das vias;
Buracos, desníveis e obstáculos na pista;
Falta de sinalização adequada;
Chuva, óleo e outros materiais sobre o pavimento;
Falta de respeito às regras de trânsito por outros motoristas;
Cansaço e jornadas excessivas, principalmente entre motociclistas profissionais;
Desconhecimento das leis e normas de trânsito.
Mas o que as autoridades devem fazer?
A prevenção não pode depender exclusivamente da responsabilidade individual do motociclista.
Cabe também ao poder público atuar de forma permanente na redução desses riscos.
Entre as providências necessárias estão:
Melhorar a infraestrutura viária;
Manter ruas e rodovias em boas condições, eliminando buracos, desníveis, obstáculos e pontos que ofereçam perigo aos motociclistas;
Reforçar a sinalização horizontal e vertical que deve ser visível, adequada e mantida em boas condições;
Fiscalizar de maneira eficiente a velocidade, álcool, droga direção perigosa, uso de celular e demais infrações devem ser constante, principalmente nos pontos com maior índice de acidentes;
Identificar os pontos críticos de maior incidência de acidentes;
Os órgãos responsáveis pelo trânsito devem utilizar estatísticas de acidentes para identificar locais perigosos e adotar medidas corretivas;
Criar campanhas permanentes de educação no trânsito porque não basta realizar campanhas apenas em períodos específicos;
A educação para o trânsito deve ser contínua e atingir motociclistas, motoristas, ciclistas e pedestres;
Dar atenção especial aos motociclistas profissionais, entregadores e demais trabalhadores que utilizam motocicletas diariamente e estão expostos ao trânsito durante grande parte da jornada;
É necessário discutir condições de trabalho, pressão por produtividade, tempo de descanso e segurança;
Melhorar a eficiencia da fiscalização de forma a evitar irresponsabilidade e abusos ao codigo de transito que observamos diariamente nas ruas por parte de motociclistas.
Prevenção de acidentes é responsabilidade de todos:
Também, não podemos aceitar que acidentes com motociclistas sejam tratados simplesmente como consequência da "imprudência", embora elas ocorram em sua grande maioria.
É preciso investigar por que o acidente aconteceu, quais condições contribuíram para sua ocorrência e o que pode ser feito para impedir que ele aconteça novamente.
A verdadeira prevenção começa antes do acidente, fiscalizar, educar, corrigir as vias, melhorar a sinalização e cobrar o cumprimento das leis são medidas que salvam vidas.
Uma Breve Reflexão que fazemos juntos aos condutores de moto:
O motociclista não deve ser visto apenas como infrator ou usuário da via, ele também é um trabalhador, um cidadão e, muitas vezes, está utilizando a motocicleta como instrumento de trabalho.
Por isso, a pergunta que devemos fazer é:
Estamos realmente prevenindo os acidentes com motocicletas ou apenas esperando que eles aconteçam para depois procurar culpados?
Segurança no trânsito não deve ser apenas fiscalização, deve ser prevenido com educação, engenharia e responsabilidade.
Prevenir é agir antes que o acidente aconteça!
Marcio Santiago Vaitsman
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