28 de Abril - Dia Internacional das Vítimas de Acidente de Trabalho.



 Data de respeito, mas não de comemoração. 

O dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes de Trabalho surgiu no Canadá por iniciativa do movimento sindical, e logo se espalhou por diversos países, organizado por sindicatos, federações, confederações locais e internacionais.

A data foi escolhida em razão de um acidente que matou 78 trabalhadores em uma mina no estado da Virgínia, nos Estados Unidos no ano de 1969. A OIT, desde 2003, consagra a data à reflexão sobre a segurança e saúde do trabalhador.

Desde maio de 2005, o dia 28 foi instituído no Brasil por meio da Lei nº 11.121.

O Brasil é um dos recordistas em acidente de trabalho no mundo. E isso não é um dado a ser comemorado, ao contrário. Muito menos a data é comemorativa. Segundo o estudo da OIT, o Brasil ocupa o 4º lugar em relação ao número de mortes, com 2.503 óbitos. O país perde apenas para China (14.924), Estados Unidos (5.764) e Rússia (3.090).

Analisando as 5 macrorregiões demográficas, a região Sudeste conta com o maior número de acidentes de trabalho, com cerca de 70% do total nacional.

Em seguida, a região Sul, região Nordeste, região Centro-Oeste e, por fim, região Norte.

Como visto, a data foi criada muito mais com o propósito de ALERTA do que de comemoração. Anualmente milhões de vidas são perdidas em decorrência de Acidentes de Trabalho que poderiam ser evitados caso houvesse efetiva fiscalização dos órgãos competentes e interesse de toda sociedade civil.

Só temos ideia da magnitude da situação quando "a situação de fato bate à nossa porta". Não é incomum conhecermos "alguém" que foi vítima de Acidente de Trabalho, seja em grande ou pequena proporção.

De fato temos que utilizar da data do dia 28 de Abril para homenagear todos aqueles de foram vítimas (fatais ou não) de acidente de Trabalho, mas principalmente, usar tal data para nos mobilizarmos e darmos um BASTA nas omissões relacionadas a segurança do Trabalho e que tanto refletem na vida de todos os trabalhadores.

Cristiane Carvalho Araújo

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