Reflexão sobre a força da Nossa Profissão.
Caros seguidores deste blog, hoje quero falar com vocês sobre algo que vai muito além de normas, EPIs ou relatórios. Quero falar sobre a nossa essência profissional, sobre aquilo que realmente nos move que é a preservação da vida e da dignidade humana.
Todos nós, em algum momento, escolhemos essa profissão porque acreditamos no valor da prevenção. Acreditamos que nenhuma produção vale uma vida. Mas, com o passar do tempo, muitos de nós fomos sendo engolidos pela rotina, pelos desafios e pela falta de reconhecimento. E é justamente aí que precisamos refletir, quem vai valorizar a nossa profissão, se nós mesmos não a defendermos?
A profissão de Técnico em Segurança do Trabalho é o sustento de milhares de famílias. É dela que tiramos o pão de cada dia, o orgulho de proteger o outro, e a esperança de um futuro mais humano e seguro. Mas, para que essa profissão continue viva e respeitada, precisamos estar unidos de verdade.
É muito difícil conquistar avanços quando cada um caminha sozinho. A força está na união! Quando nos unimos, quando participamos das discussões, quando apoiamos nossos colegas, mostramos que o Técnico em Segurança é essencial para o desenvolvimento de qualquer empresa e para o bem-estar de toda a sociedade.
Não podemos permitir que o desânimo, a concorrência desleal ou a falta de reconhecimento nos dividam. Somos guardiões da vida, e isso é motivo de orgulho!
Precisamos acreditar mais na nossa importância, lutar pela valorização da categoria e inspirar os novos profissionais que estão chegando.
Que cada um de nós volte para o seu local de trabalho com o sentimento de que preservar a profissão é preservar o sustento da minha e da sua família. E que, acima de tudo, sejamos exemplos de união, ética e amor pelo que fazemos.
Porque, no fim das contas, somos nós Técnicos em Segurança do Trabalho que transformamos ambientes perigosos em lugares mais seguros para viver e trabalhar, dessa forma essa missão merece ser defendida com garra, com respeito e com orgulho!
Eu, Marcio faço está excelente e profunda reflexão porque estou sempre à procura de formas que vise unir a classe dos Técnicos em Segurança do Trabalho em torno da preservação e valorização da profissão que não acontece por possuir raízes em vários fatores, muitos deles históricos, culturais e até estruturais dentro das empresas e das entidades que impedem a nossa união.
Vejamos alguns pontos que ajudam a entender esse cenário:
Falta de identidade coletiva, muitos técnicos atuam de forma isolada, em diferentes segmentos, empresas e regiões, o que dificulta o sentimento de pertencimento à categoria. Sem essa união, o profissional tende a pensar apenas no seu emprego atual, e não na profissão como um todo.
Desvalorização
profissional e desconhecimento do papel do técnico:
Há ainda desconhecimento dentro das próprias empresas e entre os próprios técnicos sobre a importância estratégica da função. Alguns profissionais acabam reduzindo o papel do técnico a tarefas burocráticas, quando, na verdade, ele é um agente de prevenção, educador e guardião da vida.
Falta de engajamento em entidades de classe:
A baixa participação em sindicatos, associações e a falta de conselho próprio, enfraquece a representatividade. Muitos técnicos sentem que “não adianta participar”, o que cria um ciclo de apatia e desmotivação coletiva.
Competição e falta de união entre os próprios profissionais:
Em vez de enxergarem-se como aliados, alguns técnicos veem outros colegas como concorrentes, o que dificulta ações conjuntas.
A união é o primeiro passo para o reconhecimento da categoria e a melhoria das condições de trabalho.
Ausência de campanhas de valorização:
A profissão ainda carece de campanhas educativas e de valorização que mostrem à sociedade e aos próprios profissionais a importância do Técnico em Segurança do Trabalho. Sem isso, a conscientização sobre preservar a profissão e defender o espaço da categoria fica limitada.
Necessidade de formação contínua e liderança:
Faltam lideranças que inspirem e mobilizem a classe, mostrando que o fortalecimento coletivo traz benefícios individuais e melhores oportunidades, salários e respeito.
Finalizando, continuo dizendo:
“Enquanto cada técnico enxergar apenas seu próprio emprego/umbigo, a profissão continuará enfraquecida. Mas quando todos entenderem que a força da categoria é o que sustenta cada família, aí sim teremos a verdadeira valorização da Segurança do Trabalho no Brasil.”
Quer queira você ou não, essa é a verdadeira causa da falta de união dos Técnicos em Segurança do Trabalho, absurdamente, alguns nem sabem onde deva ser realizado o seu próprio registro Profissional.
Enquanto persistir essa desinformação e desinteresse coletivo, continuaremos a ver nossa classe enfraquecida e desvalorizada. A mudança começa quando cada profissional compreender que união e conhecimento são as verdadeiras ferramentas de valorização.
Marcio
Santiago Vaitsman
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