DDS - O RUÍDO E SUA PROTEÇÃO .
Vamos entender um pouco sobre o ruído e procurar eliminar este mal de nossos ambientes de trabalho e social, primeiramente vamos falar de sons.
Quando ouvirmos o cantar de pássaros, quando ouvirmos músicas suave e agradáveis ou quando ouvimos som das ondas do mar, sentimos um certo prazer, essa sensação é gostosa e nos faz bem.
Porém, uma buzina de carro que dispara próximo da gente e determinadas músicas de fank/rock estridentes, aquela gota de água que cai sem parar em cima do ar-condicionado que nos impede de dormir durante a noite, dizemos que esses “barulhos” são ruins, é desagradável, nos incomoda, porque de modo geral, as pessoas pensam que podem fazer barulho a qualquer hora do dia, esse pensamento é errado, devemos respeitar som ou barulho alto as 24 horas do dia.
Os sons se propagam no ar através de ondas que ao atingirem a membrana do tímpano fazendo-o vibrar e transmitir a outras partes do ouvido fazendo com que todo um mecanismo funcione para que possamos ouvir. Quando essas ondas são muito fortes podem provocar o rompimento dessa membrana provocando lesões graves nos ouvidos.
Um exemplo disso é o barulho provocado por uma detonação próxima do ouvido, dependendo da intensidade da explosão/barulho, poderá romper o tímpano devido ao deslocamento das ondas sonoras, cuja intensidade poderá provocar este rompimento.
Em nosso ambiente de trabalho não ocorrem barulhos de uma detonação, porém outros barulhos de menor intensidade ocorrem e de forma mais constante. Dependendo dessa intensidade e do tempo dessa exposição, não há rompimento do tímpano, mas poderá ocorrer outras lesões graves que com o passar dos anos se tornará irreversível, como a surdez.
Os efeitos do barulho são mais facilmente percebidos na comunicação oral. Quando estes sons têm níveis semelhantes ao da voz humana e são emitidos na mesma faixa de frequência, causam mascaramento para o receptor, que pode atrapalhar naquelas tarefas que dependem de comunicação oral clara, podendo uma voz de comando ou um aviso ficar prejudicado, aumentado o risco de acidentes.
Quanto aos efeitos sobre a saúde, podemos citar três tipos:
Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR): A exposição prolongada a sons intensos (geralmente acima de 85decibéis) lesa as células ciliadas da cóclea, resultando em perda auditiva que pode ser temporária ou permanente, irreversível e progressiva.
Problemas Cardiovasculares: O ruído constante é percebido pelo corpo como um sinal de perigo, ativando a liberação de adrenalina e cortisol. Isso eleva a frequência cardíaca e a pressão arterial, aumentando significativamente os riscos de hipertensão, infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
Transtornos Psicológicos e Cognitivos: O excesso de barulho provoca estresse crônico, irritabilidade, fadiga e insônia (distúrbios do sono). A longo prazo, pode levar à ansiedade, depressão e dificuldades de concentração, afetando também o desempenho cognitivo e o aprendizado.
Além desses, o ruído pode causar zumbido no ouvido e perturbações gastrointestinais.
O controle do ruído não deve ser visto apenas como cumprimento legal, mas como uma prática essencial de responsabilidade social, saúde coletiva e respeito mútuo. Empresas e cidadãos que adotam medidas preventivas contribuem diretamente para ambientes mais saudáveis, produtivos e harmoniosos.
Devo lembrar que apesar do que muitos podem pensar, não existe um horário liberado para barulho excessivo, a perturbação do sossego (Artigo 42 da Lei de Contravenções Penais), vale paras as 24 horas do dia.
Reforçando o já mencionado, é fundamental que o nível de decibéis estabelecido por lei seja respeitado em qualquer horário, dentro ou fora da empresa, durante o dia ou à noite, o bom senso deve sempre prevalecer, evitando perturbar o descanso, o bem-estar e o sossego de trabalhadores e das pessoas ao redor.
Marcio Santiago Vaitsman
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