Somos membro de equipe multidisciplinar de segurança do trabalho com vasta experiência em projetos de gestão na área da Prevenção de Acidentes, possuímos portfólio completo visando assessorar sua empresa na tomada de decisões relacionadas a SMS.
Desenvolvemos projeto de Segurança e Prevenção, acompanhamos o andamento dos trabalhos e realizamos treinamentos.
Contato:
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PEDOFILIA, DENUNCIE. DISQUE 100

30 de julho de 2014

MTE define Grupo de Trabalho para revisão da NR 24.


Nesta segunda-feira (28), o Ministério do Trabalho e Emprego publicou na Seção 2 do Diário Oficial da União a Portaria nº 443, que constitui o GTT (Grupo de Trabalho Tripartite) responsável por analisar as sugestões recebidas da sociedade e elaborar proposta de texto final para a revisão da NR 24 (Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho).
 
O Grupo será composto por cinco membros titulares representantes das bancadas do Governo, dos Trabalhadores e das SIT (Secretarias de Inspeção do Trabalho), conforme indicação formal das entidades que compõem a CTPP (Comissão Tripartite Paritária Permanente).
 
Mte."
 
 
"Prevencionista, se você gostou, seja um seguidor e compartilhe com seus amigos e um dia verá que essa atitude fez parte da sua história”.

29 de julho de 2014

Adicional ionizante e gratificação de raio-X podem ser acumulados.

O adicional ionizante e a gratificação por manejo de raio-x podem ser acumulados porque a gratificação tem natureza diferente da dos adicionais de insalubridade e de periculosidade. Essa foi a decisão unânime da 1ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (SP e MS) ao julgar tutela antecipada em Agravo de Instrumento.
 
O pedido foi feito por servidores públicos federais da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) que operam diretamente com raios-x e substâncias radioativas e próximos às fontes de irradiação. Eles receberam, cumulativamente, o adicional ionizante e a gratificação de raio-X. Mas em 2008, com a Orientação Normativa 3 do Ministério do Planejamento, a universidade determinou que eles deveriam escolher apenas um benefício.
 
Em seu artigo 3º, essa norma afirma que “o adicional de irradiação ionizante e a gratificação por Raios-X ou substâncias radioativas são espécies de adicional de insalubridade, não podendo ser acumulados com outro adicional de insalubridade ou periculosidade”.
 
Os trabalhadores alegaram que fazem jus às duas vantagens, em razão das condições especiais em que trabalham. Nesse contexto, requereram a antecipação dos efeitos da tutela.
 
A Unifesp contestou, dizendo que a gratificação de raio-X e o adicional de irradiação são adicionais de insalubridade, razão pela qual seria indevida a cumulação das duas vantagens, como disposto no artigo 68 da Lei 8.112/1990. Por fim, afirmou que os servidores vêm recebendo apenas uma das vantagens desde 2008, quando tiveram que optar por apenas uma delas. Por conseguinte, inexistiria o alegado periculum in mora, indispensável à antecipação dos efeitos da tutela.
 
A gratificação por atividades com raio-X foi instituída pela Lei 1.234, de 14 de novembro de 1950, sendo devida aos servidores que operam diretamente com raios-X e substâncias radioativas, próximo a fontes de irradiação. Ela existe em razão da função exercida pelo servidor e destina-se aos servidores que operem diretamente com aparelho de raio-X.
 
Já o adicional de irradiação ionizante, regulamentado pela Lei 8.270/1991 e pelo Decreto federal 877/1993, é devido em virtude do local e das condições de trabalho, ou seja, dirige-se aos servidores que trabalham habitualmente em local insalubre onde haja proximidade com a radiação ionizante.
 
Processo remuneratório:
 
O desembargador federal e relator José Lunardelli afirmou que essa distinção entre adicional ionizante e a gratificação de raio-X é confirmada por precedentes jurisprudenciais do Superior Tribunal de Justiça e do próprio TRF-3.
 
Também destacou que não é possível aplicar ao caso a vedação imposta pelo artigo 68, parágrafo 1º, da Lei 8.112/1990, visto que a gratificação de raio-X tem natureza diversa da dos adicionais de insalubridade e periculosidade a que alude a norma, ao estabelecer a restrição.
 
“Tratando-se de parcela remuneratória, paga mensalmente, há fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação, posto que a supressão do adicional de irradiação ionizante acarreta decesso remuneratório dos agravantes”, afirma.
 
Segundo Lunardelli a antecipação dos efeitos da tutela se justifica porque há verossimilhança nas alegações dos requerentes, demonstrada por documentos que comprovam que eles percebiam as duas benesses até 2008, quando veio a Orientação Normativa 03/2008, suspendendo o pagamento. Ele reconheceu haver também fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação.
 
Por fim, a decisão do colegiado assinalou que não se pode falar em violação à Lei 9.494/1997, porque o pedido da autora não constitui aumento de vencimento, mas sim restabelecimento de uma vantagem indevidamente suprimida pela Administração.
 
Revista Consultor Jurídico.
 
 
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28 de julho de 2014

Portaria do MTE institui óculos de tela como EPI.

O Ministério do Trabalho e Emprego publicou na Seção 1 do Diário Oficial de União do dia 24 de julho de 2014 a Portaria nº 1.134.
 
Assinada pelo ministro Manoel Dias, a publicação inclui óculos de tela para proteção dos olhos contra impactos de partículas volantes na lista de Equipamentos de Proteção Individual disponível no Anexo B (EPI para proteção dos olhos e face) da NR 6 (Equipamentos de Proteção Individual).
 
Na mesma data também foi publicada no DOU a Portaria nº 440, que altera a portaria SIT nº 392 e estabelece os requisitos mínimos de identidade e desempenho aplicável a luvas de segurança utilizadas na atividade de corte manual de cana-de-açúcar.
 
O novo texto prorroga por 12 meses o prazo para disponibilização de luvas com CA (Certificado de Aprovação) aos trabalhadores do setor.
 
 
 
 
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27 de julho de 2014

SABE O PORQUÊ HOJE É COMEMORADO O DIA NACIONAL DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES DO TRABALHO – DDS.

As ações das instituições e novas medidas prevencionistas no ambiente de trabalho vêm colaborando com as reduções dos acidentes. No dia 27 de julho celebramos o Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho. A data é símbolo da luta dos trabalhadores brasileiros por melhorias nas condições de saúde e segurança no trabalho.
 
início da década de 70, a iniciativa do Banco Mundial em cortar os financiamentos para o Brasil, caso o quadro de acidentes de trabalho não fosse revertido, resultou na publicação das portarias nº 3.236 e 3.237, em 27 de julho de 1972. Segundo estimativas da época, 1,7 milhão de acidentes ocorriam anualmente e 40% dos profissionais sofriam lesões.
 
O então ministro do Trabalho, Júlio Barata, além de assumir as implementações das portarias, que regulamentavam a formação técnica em Segurança e Medicina no Trabalho, atualizou o artigo 164 da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), que discorre sobre as condições internas de uma empresa, em relação à saúde e a segurança, mas precisamente sobre a atuação e formação da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA).
 
De acordo com a Previdência Social, acidente de trabalho é aquele que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício dos segurados especiais, provocando lesão corporal ou perturbação funcional, permanente ou temporária, que causa a morte, a perda ou a redução da capacidade para o trabalho.

Conforme estatísticas de abril de 2009 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), segundo o site, os acidentes do trabalho são a causa da morte de dois milhões de pessoas por ano, em todo o mundo e de acordo com a Organização, esses números representam mais mortes do que as ocasionadas pelo uso de drogas e álcool juntos. Somados a esses números são registrados em média quase 270 milhões de acidentes não fatais e 160 milhões de novos casos de doenças ocupacionais.
 
Para tentar reverter esta situação, desde a sua criação, no ano de 1941, conforme Ata registrada na Associação Brasileira para Prevenção de Acidentes - ABPA, com missão puramente humanitária, de proteção social, tem por finalidade, as ações que visem realizar o atendimento social, sem discriminação de etnia, gênero, orientação sexual e religiosa, bem como, aos portadores de deficiência. Propagar, cultivar, incentivar, apoiar, fomentar e atuar direta ou indiretamente, em prol da prevenção de acidentes e proteção a saúde e o objetivo principal da ABPA.
 
O Brasil foi o primeiro país a ter um serviço obrigatório de Segurança e Medicina do Trabalho em empresas com mais de 100 funcionários. Este passo foi dado no dia 27 de julho e ações das instituições e novas medidas prevencionistas no ambiente de trabalho, vêm colaborando com as reduções dos acidentes, essa data é símbolo da luta dos trabalhadores brasileiros por melhorias nas condições de saúde e segurança no trabalho.
 
Ao completar mais de 40 anos, não se pode pensar em uma empresa que não esteja preocupada com os índices de acidentes de trabalho. A segurança é sinônima de qualidade e de bem-estar para os trabalhadores.
 
Financeiramente, também é vantajoso: treinamento e infraestrutura de segurança exigem investimentos, mas por outro lado evitam gastos com processos, indenizações e tratamentos de saúde, em casos que poderiam ter sido evitados.
 
"PREVENIR - PARA REDUZIR PERDAS HUMANAS E FINANCEIRAS.”
 
 
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25 de julho de 2014

QUASE ACIDENTES SÃO SINAIS DE ALERTA – DDS.


Muitos acidentes que quase acontecem... São aqueles que não provocam ferimentos apenas porque ninguém se encontra numa posição de se machucar, provavelmente, se nós tivéssemos conhecimento dos fatos, descobriríamos que existem muito mais acidentes que não causam ferimentos do que aqueles que causam.
 
Você deixa alguma coisa pesada cair de suas mãos e não acerta o próprio pé, isso é um acidente, mas sem grandes consequências ou mesmo um pequeno ferimento.
 
Você sabe o que geralmente faz com que um quase acidente não seja um acidente com ferimentos?
 
Geralmente é uma fração de segundo ou uma fração de espaço, pense bem, menos de um segundo ou um centímetro separa você ou uma pessoa de ser atropelado por um carro, está diferença é apenas uma questão de sorte? Nem sempre.
 
Suponha que você esteja voltando para a casa à noite de carro e por pouco não tenha atropelado uma criança correndo atrás de uma bola na rua, foi apenas sorte você ter conseguido frear no último segundo a poucos centímetros da criança.
 
Outro motorista talvez tivesse atropelado a criança, neste exemplo os seus reflexos podem ter sido mais rápidos, ou talvez você estivesse mais alerta ou mais cuidadoso. Seu carro pode ter freios melhores, melhores faróis ou melhores pneus.
 
De qualquer maneira, não se trata de sorte, apenas o que faz com que um quase acidente não se torne um acidente real.
 
Quando acontece algo como no caso da criança quase atropelada, certamente, você reduzirá a velocidade sempre que passar novamente pelo mesmo local, você sabe que existem crianças brincando nos passeios e que, de repente, elas podem correr para a rua.
 
No trabalho um quase acidente deve servir como aviso da mesma maneira.
 
A condição que quase causa um acidente pode facilmente provocar um acidente real da próxima vez em que você não estiver tão alerta ou quando seus reflexos não estiverem atuando tão bem.
 
Tome por exemplo, uma mancha de óleo no chão, uma pessoa passa, vê, dá a volta e nada acontece; a próxima pessoa a passar pelo local não percebe o óleo derramado, escorrega e quase cai, sai desconcertado e resmungando.
 
A terceira pessoa, infelizmente, ao passar, escorrega, perde o equilíbrio e cai, batendo com a cabeça em qualquer lugar ou esfolando alguma parte do corpo.
 
Outro exemplo, um material mal empilhado se desfaz no momento que alguém passa por perto, pelo fato de não ter atingido esta pessoa, ela apenas se desfaz do susto e diz. “Puxa, essa passou por perto!”
 
Mas se a pilha de material cai em cima de alguém que não conseguiu ser mais rápido o bastante para sair do caminho e se machuca, faz-se um barulho enorme e investiga-se o acidente.
 
A CONCLUSÃO É MAIS DO QUE ÓBVIA. NÓS DEVEMOS ESTAR EM ALERTA PARA O QUASE ACIDENTE.
 
Assim evitamos ser pegos por acidentes reais. Lembre-se que os quase acidentes são sinais claros de que algo está errado.
 
Exemplo: Nosso empilhamento de material pode estar mal feito; a arrumação do nosso local de trabalho pode não estar boa. Vamos verificar nosso local de trabalho, a arrumação das ferramentas e ficar de olhos bem abertos para as pequenas coisas que podem estar erradas.
 
Relate e corrija estas situações. Vamos tratar os quase acidentes como se fosse um acidente grave, descobrindo suas causas fundamentais enquanto temos chance, pois só assim conseguiremos fazer de nosso setor de trabalho um ambiente sadio e seguro.
 
 
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24 de julho de 2014

PERIGOS DO GÁS NITROGÊNIO - DDS

Nosso sucesso ao trabalhar com N2 tem muita relação com a forma como tratamos esse gás. Nós o consideramos não perigoso. Ele quase sempre está listado junto com outras utilidades, como ar e água. Isso cria um falso senso de segurança complacência. Não vamos nos iludir:
 
Nitrogênio é um elemento gasoso, não tóxico, sem odor, sem cor, sem sabor, e que constitui 78% em volume da nossa atmosfera (o ar que respiramos).
 
Oxigênio constitui aproximadamente 21%. Quando a concentração de N2 é suficiente para reduzir o nível de oxigênio abaixo de 19.5%, pode ocorrer rápida asfixia.
 
Enquanto alguns produtos químicos podem afetar as pessoas de forma mais ou menos intensa, dependendo da maior ou menor resistência e tolerância de cada um, o N2 é bem mais democrático. Ele afeta todos os indivíduos da mesma forma. Ele desloca o oxigênio, tomando o seu lugar. Sem oxigênio não ha vida.
 
Descoberto em 1772, N2 não é detectado por nenhum dos sentidos humanos. Ele não é inflamável e tem aproximadamente o mesmo peso do ar.
 
Inalação de atmosfera rica em N2 pode causar tontura, sonolência, náusea vomita, excesso de salivação, diminuição do estado de alerta, perda de consciência, e morte.
 
Nitrogênio gás é classificado como “asfixiante simples”. Isso significa que ele desloca o oxigênio e cria uma atmosfera com baixas concentrações desse gás (<19 .5="" efeitos="" em="" fisiol="" gicos="" sem="" significantes.="">
 
Limites de exposição não são determinados para asfixiantes simples, porque o fator limitante é a quantidade de oxigênio disponível. Sendo assim o N2 não tem limite de exposição definido.
 
N2 liquido é incolor, sem odor, e extremamente frio quando pressurizado. Contato com esse liquido pode causar queimaduras sérias.
 
A respiração é estimulada e controlada pelo dióxido de carbono (CO2) presente nos pulmões. Quando o nível de CO2 aumenta, o cérebro manda uma mensagem para aumentar o ritmo respiratório. Quando o nível de CO2 cai, o ritmo da respiração também cai, para manter o balanço apropriado.
 
Todos nós devemos entender que apenas uma respirada profunda numa atmosfera de 100 % de N2 é fatal. N2 desloca o CO2 e o O2 completamente.
 
Na ausência de CO2, (o sinal para o cérebro), o estimulo para a respiração, deixa de existir.
 
INALAÇÃO - Chamar socorro extra, remover a vitima para lugar com ar fresco o mais rápido possível - Assegure-se que você está protegido! Consiga ajuda de pessoal treinado o mais rápido possível.
 
Se a pessoa não estiver respirando, o pessoal treinado deve administrar oxigênio suplementar e/ou ressuscitação cardiopulmonar (RCP), se necessário.
 
 
 
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23 de julho de 2014

Empresa deve devolver metade dos gastos do INSS após acidente de trabalho.


O empregador deve comprovar não só o fornecimento de equipamentos de proteção ao trabalhador, mas também que fiscalizou o cumprimento das normas de segurança.
 
Esse foi o entendimento da 1ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região ao determinar que uma serralheria pague metade dos gastos desembolsados pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) com pensão por morte decorrente de acidente de trabalho.

O colegiado, porém, negou tentativa da Previdência de ressarcimento total, por avaliar que o acidente também foi causado por culpa da vítima.
 
Um dos funcionários morreu em 2008 enquanto instalava vigas para cobertura. Ele encostou-se a fios de alta voltagem e morreu depois de cair de uma altura de seis metros.

Em primeiro grau, a sentença já havia condenado a empresa a indenizar o INSS, por entender que a empresa não fiscalizou o uso correto dos equipamentos de segurança, apesar de disponibilizá-los.
 
O colegiado manteve o mesmo entendimento, avaliando ainda que “um dos fatores causadores do acidente foi a ausência de cuidado do segurado falecido”.

Ao reconhecer a culpa concorrente, o desembargador federal José Lunardelli, relator do processo no TRF-3, baseou-se em testemunhas e no relatório de fiscalização feito após a morte do funcionário. O INSS quis ainda incluir prestações na base de cálculo dos honorários, mas a corte decidiu que cada parte deve arcar com a remuneração de seus advogados. O voto do relator foi acompanhado por unanimidade.
 
Consultor Jurídico.

 

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22 de julho de 2014

O QUE É ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCOS? - DDS.


Análise Preliminar de Riscos - APR, é o estudo feito por especialistas das diversas áreas de atuação que durante a fase de concepção, desenvolvimento de um projeto ou sistema, tem a finalidade de determinar os possíveis riscos que poderão ocorrer na fase operacional de uma atividade.
 
É utilizada portanto para uma análise inicial, desenvolvida na fase de projeto e desenvolvimento de qualquer processo, produto ou sistema, tendo especial importância na investigação de sistemas novos de alta inovação e/ou pouco conhecidos, ou seja, quando a experiência em riscos na sua operação é deficiente. Apesar das características de análise inicial, é muito útil de se utilizar como uma ferramenta de revisão geral de segurança em sistemas já operacionais, revelando aspectos que às vezes passariam despercebidos.
 
Todos os empregados deverão conhecer as fontes potenciais de riscos envolvidos nos trabalhos que serão executados dentro da empresa, bem como as respectivas medidas mitigadoras para controle exigido pela área de segurança do trabalho.
 
Assim sendo, todos os trabalhos não rotineiros de empresas contratadas ou não, necessitam de uma “Permissão” formal para realização dos trabalhos nas suas respectivas áreas.
 
A emissão da “Permissão de Trabalho” será obtida após a realização de uma “Analise Preliminar de Riscos” para avaliação dos riscos potenciais envolvidos, bem como as medidas de controle a serem aplicadas, devendo participar, no mínimo, as seguintes pessoas:
 
Reunião de equipe multidisciplinar; Fiscal do contrato; Executante; Especialista da área e Técnico em Segurança da empresa e da contratada se for o caso.
 
Depois de preenchido e assinado por todos, o formulário da APR deverá ser lido antes do inicio da atividade para que todos os envolvidos tomem conhecimento do teor e manter o formulário afixado junto ao grupo de trabalho enquanto aquela atividade estiver sendo desenvolvida.

Não esquecer de arquivar a APR para posterior consulta caso seja necessário.
 
 
 
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21 de julho de 2014

Finalmente aprovado o Anexo 4 da NR 16.


O ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, assinou nesta quarta-feira a Portaria nº 1.078, publicada na Seção 1 do Diário Oficial da União em 17 de julho de 2014, que institui o Anexo 4 (Atividades e Operações Perigosas com Energia Elétrica) da Nr 16 (Atividades e Operações Perigosas).
 
O texto aprovado pelo ministro lista as atividades e operações com energia elétrica considerada perigosa e suas respectivas áreas de risco, além de esclarecer em quais situações o pagamento do adicional de periculosidade não são devidos.
 
Na ocasião, foram assinadas também outras duas portarias:
 
A Portaria nº 1.079, que prorroga os prazos para adequação à Nr 20 (Segurança e Saúde no Trabalho com Inflamáveis e Combustíveis);
 
A Portaria nº 1.080, que altera a Nr 29 (Segurança e Saúde no Trabalho Portuário).
 
 
 
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18 de julho de 2014

CONVENCENDO A USAR O EPI – DDS.

 
Um problema que afeta a maioria dos profissionais de Segurança do Trabalho é de como conscientizar os trabalhadores sobre a importância do uso do EPI.
 
Para minimizar este problema preparei uma palestra na qual tentei identificar os motivos que fazem o trabalhador não querer o EPI, no entanto, para cada motivo que detectei contra o EPI, eu apresento argumentos para ajudar no convencimento do trabalhador.
 
Abaixo listo alguns dos motivos que o trabalhador utiliza para não usar o EPI.
 
1. Desconforto do equipamento:
 
Este primeiro motivo é a mais pura verdade, EPI realmente incomoda. No entanto é necessário, e é uma questão de hábito, igual a usar óculos ou uma bota nova, no início incomoda, mas se você persistir utilizando tem uma hora que você nem percebe que está usando, ou seja, é preciso informar ao trabalhador ser necessário um período de adaptação.
 
2. Não gostar de ser obrigado a usar:
 
Já ouvi muito isso, mas infelizmente, legalmente o colaborador é realmente obrigado a utilizar, basta dar uma lida no artigo 158 do capítulo V da CLT, mas é uma obrigação para o bem do trabalhador, igual obrigar o uso de um colete à prova de balas no meio de um tiroteio.
 
3. Não se lembrar de utilizar:
 
Esta é a desculpa mais frequente, o famoso me esqueci.
 
Lembro ao trabalhador de que para tudo na vida é preciso de disciplina, para passar em um concurso, para concluir um trabalho e até na vida pessoal, mas se ele não tem disciplina nem para lembrar-se de utilizar um EPI como espera ter outros sucessos.
 
4. Não acreditar que terá algum problema de saúde caso não use:
 
Este motivo depende diretamente do SESMT. Não basta falar para o trabalhador que ele é obrigado a usar, ele precisa entender como o corpo trabalha e de que forma o EPI consegue auxiliar em mantê- lo saudável.
 
Jornal O Segurito.
 
 
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17 de julho de 2014

Explosões de Nuvens de Vapores.

Uma explosão de nuvem de vapor ocorre quando há a liberação de uma quantidade suficiente de material inflamável, este se mistura com o ar e sofre ignição.
 
Algumas causas para que isso aconteça:
 
Perda de contenção devido à ruptura de uma tubulação, reator, tanque de armazenagem, ou outro vaso de processo contendo líquidos ou gases inflamáveis.
 
Uma rápida liberação/descarga de vapores inflamáveis na atmosfera através de um sistema de alívio de pressão.
 
Uma liberação de líquidos inflamáveis armazenados sob pressão, por exemplo, Gás Liquefeito de Petróleo (GLP). O líquido vazado rapidamente passará para a fase vapor à pressão atmosférica, formando assim uma nuvem de vapor inflamável.
 
Se a nuvem de vapor entrar em ignição, ela poderá explodir, produzindo uma onda de choque que poderá causar grande destruição a uma grande distância. Isso acontece, particularmente, em áreas confinadas ou congestionadas por equipamentos e/ou estruturas, ou na presença de materiais reativos. Além disso, danos significativos ou lesões em pessoas também poderão ser causados pelo calor da bola de fogo resultante.
 
Alguns dos piores desastres na história das indústrias de processo onde ocorreram explosões de nuvens de vapores:
 
Junho de 1974, Flixborough, Inglaterra (28 fatalidades); Outubro de 1989, Houston, Texas, EUA (23 fatalidades); Março de 2005, Texas City, Texas, EUA (15 fatalidades);
 
Dezembro de 2005, Buncefield, Inglaterra (sem fatalidades, mas 43 pessoas ficaram feridas e houve grandes prejuízos materiais; Outubro de 2009, Jaipur, Índia (12 fatalidades).
 
O que você pode fazer?
 
Certifique-se que todas as inspeções em tubulações e equipamentos e as atividades de manutenção preventiva sejam realizadas conforme planejadas para assegurar a integridade dos equipamentos de processo.
 
A retenção de material combustível dentro de tubulações e equipamentos é a melhor maneira de se evitar/prevenir explosões de nuvens de vapores. Fontes de ignição como, por exemplo: aquecedores, veículos, áreas classificadas com equipamentos elétricos não certificados, trabalhos a quente, descargas eletrostáticas, são difíceis de ter controle sobre essas fontes.
 
Assegure-se que as práticas de trabalho seguro sejam seguidas, incluindo procedimentos para trabalhos a quente em áreas próximas a materiais inflamáveis armazenados.
 
Observando qualquer vazamento, mesmo um pequeno vazamento, em equipamentos que contenham líquidos ou vapores inflamáveis, de o alarme imediatamente e saiba como iniciar os procedimentos de emergência.
 
Se a sua unidade de processo contem materiais inflamáveis, você deverá ter procedimentos escritos para emergências, para uma eventualidade de ocorrência de um vazamento. Revise esses procedimentos, conheça-os bem, participe dos exercícios simulados e saiba o que você deverá fazer para proteger-se e aos outros, no caso de um vazamento.
 
Saiba quando e como utilizar Equipamentos de Proteção Individual (EPI) apropriados (por exemplo, roupas resistentes à incidência de chama) e equipamento de detecção de vazamento como os detectores portáteis de materiais inflamáveis.
 
 
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Interessante: Colegas tagarelas são a principal causa de perturbação no trabalho.


Conversas frequentes são o principal fator de perturbação no ambiente corporativo, de acordo com uma pesquisa da consultoria de mobilidade de talentos Lee Hecht Harrison. Dos trabalhadores entrevistados, 45% citaram colegas tagarelas como a grande causa de distração e interrupção no trabalho.
 
A consultoria falou com 848 profissionais nos Estados Unidos em abril, perguntando “O que você considera que mais o distrai e interrompe no trabalho?”. Foram identificados:
 
 Funcionários tagarelas: 45%
 
E-mails: 18%
 
Odores: 9%
 
Chamadas telefônicas: 8%
 
Barulho ambiente: 6%
 
A arquitetura do escritório: 5%
 
Tecnologia: 4%
 
Nada: 5%
 
“Somos criaturas sociais e nosso sucesso no trabalho depende de nossa habilidade em se comunicar”, diz Jim Greenway, vice-presidente executivo de marketing e efetividade de vendas da Lee Hecht Harrison. “Conversas no corredor ou pequenas paradas na mesa do colega para um bate-papo podem render grandes benefícios em termos de colaboração, gerando novas ideias, criando confiança e aumentando a produtividade. Contudo, muita conversa também pode ser um fator de distração, como apontou nossa pesquisa”.
 
De acordo com Greenaway, interrupções e distrações se desenvolvem quando um colega tagarela perde a capacidade de discernimento, não compreende os limites e não sabe interpretar a linguagem corporal. “Profissionais tagarelas em geral não fazem ideia de quão irritantes são para seus colegas. Eles simplesmente perdem a capacidade de reconhecer os sinais. Devemos prestar atenção às dicas do ambiente e às não verbais e estabelecer limites de respeito ao tempo de nossos colegas.”
 
Os sinais a que o vice-presidente executivo se refere incluem olhadelas no relógio e tamborilar os dedos impacientemente. “Lembre-se: deixe seu público querendo mais, e não buscando uma rota de fuga”, diz.
 
Valor Econômico.
 
 
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16 de julho de 2014

O emprego depois da Copa.

Terminada a Copa do Mundo, os brasileiros estão à espera dos frutos do espetacular evento. No campo do emprego, as promessas foram sedutoras. O presidente da Embratur, José Vicente L. Neto, disse que a Copa criaria 1 milhão de empregos. Considerando os efeitos de longo prazo, José Benin, do Ministério do Esporte, anunciou a geração de 3,6 milhões de postos de trabalho. O que dizer?
 
Com base em estudos das Copas do Mundo realizadas na Europa e na África, sabe-se que as estimativas de geração de emprego apresentadas antes do evento são muito superiores às constatas depois do certame.
 
Na realidade, a Copa do Mundo é simplesmente uma grande festa que, como toda festa, gera oportunidades de trabalho temporário e de curta duração. Nas estimativas de Edson P. Domingues, da Universidade Federal de Minas Gerais, o total de empregos gerados pelo torneio deve ter ficado em torno de 185 mil, na maioria, temporários e ligados às atividades de turismo, alimentação, transporte, produção e vendas de bens alusivos ao evento - camisetas, bandeiras, flâmulas e adereços.
 
E o turismo, não teria alavancado a geração de empregos? O evento atraiu mais estrangeiros do que se esperava (cerca de 700 mil), o que gerou contratações de curta duração. Tudo seria diferente se, a partir da Copa, o Brasil se tornasse um polo de atração permanente para o turismo mundial, como são a França, os EUA, a China e o Caribe. É pouco provável que a Copa do Mundo tenha removido os focos de preocupação e apreensão dos estrangeiros em relação à insegurança e à violência no Brasil - assunto fartamente divulgado na imprensa internacional.
 
No comércio, o impacto também parece ter sido pequeno, mesmo porque, como compradores, os brasileiros não estavam tão animados como nas Copas anteriores. No setor de varejo ocorreu algo inesperado: a Copa esvaziou as lojas (com exceção das que vendem eletrodomésticos). A própria abertura do certame coincidiu com o Dia dos Namorados (12 de junho). De modo geral, os feriados decretados nas cidades-sede afetaram o setor de comércio e serviços, o que limitou a contratação de temporários.
 
A expansão da infraestrutura merece consideração especial. A construção dos estádios, aeroportos, vias de acesso e transporte estimulou a geração de empregos, sem dúvida. Mas, aqui também, concluídas as obras, terminam os empregos, com exceção dos ligados à operação dos novos empreendimentos como, por exemplo, os funcionários dos estádios, aeroportos e meios de transporte. Mesmo assim, ficamos longe da imensidão de empregos prometida.
 
Em suma, como aconteceu nas Copas do Mundo da França, Alemanha e África do Sul, tudo indica que a promessa de geração de empregos decorrentes do certame no Brasil foi exagerada.
 
Wolfgang Maennig, que é especialista na análise dos impactos dos grandes eventos esportivos, salienta que o ganho mais concreto das Copas do Mundo é a disseminação de um sentimento de euforia e felicidade na população - fato que no Brasil durou só até a humilhante derrota para a Alemanha. Terminada a Copa, diz ele, as pessoas descobrem que, voltando à vida normal, têm de contar com os empregos de longa duração da indústria, agricultura, comércio e serviços, porque os que vieram com a Copa com ela se foram.
 
Nesse sentido, lamento dizer que no campo do emprego o Brasil vai tão mal quanto no campo do futebol. Nos primeiros cinco meses de 2014, a geração de novos postos de trabalho formal foi 32% menor do que em 2013 e 46% menor que em 2012. Isso indica a debilidade da nossa economia para gerar empregos, tudo agravado pela inflação, pelo custo Brasil, a baixa produtividade e a complexidade da CLT, que continuam tão perversos quanto antes da Copa.
 
Quem sabe, passada a Copa, o Brasil decida remover esses entraves para os brasileiros poderem trabalhar e viver melhor...
 
O Estado de São Paulo.
 
 
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