Saber não ocupa espaço.



O que é o FAP?

O Fator Acidentário de Prevenção (FAP) é um índice criado pelo governo federal que aumenta ou reduz o valor que a empresa paga de contribuição previdenciária destinada a cobrir os acidentes e doenças do trabalho. Ele mede o desempenho da empresa em segurança e saúde ocupacional, comparando-a com outras do mesmo setor econômico - CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas).

Como o FAP funciona:

Todas as empresas no Brasil paga ao INSS uma contribuição chamada RAT (Risco Ambiental do Trabalho), que varia conforme o grau de risco da atividade é pode ter o valor multiplica conforme o resultado.

1% – risco leve;
2% – risco médio;
3% – risco grave.

Se a empresa tiver bons resultados (poucos acidentes e afastamentos, com menor custo previdenciário), o FAP diminui o valor pago, se tiver maus resultados (muitos acidentes e afastamentos), aumenta o valor:

Exemplo: RAT 2% × FAP 0,5 = paga só 1%
Exemplo: RAT 2% × FAP 2,0 = paga 4%

Como o governo calcula o FAP:

O cálculo usa dados fornecidos ao INSS e à Receita Federal (via GFIP/CAT), levando em conta os dois últimos anos de histórico da empresa e são avaliados três indicadores principais:

Frequência - número de acidentes e doenças registrados.

Gravidade - peso maior para casos com morte ou incapacidade.

Custo - valor gasto pelo INSS com benefícios acidentários.

Esses dados são comparados com os de outras empresas da mesma subclasse econômica (CNAE), e a partir daí é calculado o índice final.

Qual o objetivo do FAP:

O propósito principal do FAP é incentivar a prevenção, premia quem investe em segurança e saúde no trabalho e pune quem descuida desses aspectos.

O FAP é importante por que:

Estimula gestão ativa de SST (Segurança e Saúde no Trabalho);

Permite comparar o desempenho da empresa com o setor;

Influencia custos financeiros e competitividade;

É uma ferramenta de política pública para reduzir acidentes e doenças ocupacionais no país.

Informado tudo isso, a conclusão é:

Que o FAP continua sendo uma ferramenta de responsabilização e incentivo à saúde e segurança no trabalho no Brasil. Mais especificamente:

O fato de os percentuais de frequência, gravidade e custo serem normalmente publicados por subclasse da CNAE demonstra que o sistema busca cada vez mais transparência e comparação setorial.

A manutenção da aplicação direta do FAP (mesmo com contestação) reforça que o governo quer dar agilidade e firmeza na aplicação do instrumento, acentuando a importância de os empregadores manterem indicadores de SST bem controlados.

Para as empresas, o “jogo” está bem claro:

Bons resultados em SST - redução de custo.

Maus resultados - encargo previdenciário maior, isso torna a SST parte integrante da gestão de custos e competitividade.

Para o sistema previdenciário e para a sociedade, reforça-se que acidentes e doenças do trabalho não são apenas “acidentes” isolados, mas têm impacto financeiro e social, e que esse impacto deve ser mitigado por ação preventiva.

Marcio Santiago Vaitsman


Comentários

Postagens mais visitadas

Dicas para entrevista de emprego.

Dicas para entrevista de emprego.

Empregador não pode interferir no processo de eleição da CIPA.