Incêndios memoráveis no Rio de Janeiro: lembrança que o tempo não apaga.
O Rio de Janeiro já testemunhou incêndios que marcaram gerações e expuseram uma triste realidade, a falta de cultura prevencionistas e o despreparo de muitos empresários em reconhecer a importância dos profissionais técnicos de segurança dentro de suas empresas.
Alguns incêndios que me veio a mente e que deixaram marcas profundas para o Rio de Janeiro.
Edifício Andorinha (Centro, 1972) – O fogo teve início em um curto-circuito provocado por instalações elétricas precárias. A ausência de brigadistas, saídas de emergência adequadas e plano de evacuação mostrou que a prevenção era ignorada pelos gestores da época.
Shopping Rio Sul (1988) - Um incêndio causado por sobrecarga elétrica expôs falhas na manutenção e na falta de profissionais de segurança capacitados. O foco era apenas no lucro e não na integridade das pessoas.
Museu Nacional (2018) - Um dos maiores desastres culturais do país. A tragédia foi fruto do descaso e da ausência de manutenção preventiva. Faltaram técnicos e engenheiro de segurança sobrou negligência administrativa.
Hospital Badim (2019) - O fogo começou no sistema de ar-condicionado, mas o que chocou foi a falta de preparo da equipe e a ausência de um plano emergencial eficaz. A tragédia mostrou o preço da improvisação.
O despreparo dos empresários e responsáveis pelos estabelecimentos é um fator recorrente. Muitos ainda tratam a segurança como uma simples exigência burocrática e não como parte essencial da gestão. Ignoram a necessidade de contratar bombeiros profissionais, técnicos e engenheiros de segurança do trabalho, profissionais habilitados que poderiam identificar falhas, prevenir acidentes e salvar vidas.
Essa falta de visão estratégica leva à banalização dos riscos e à falsa sensação de que “nada vai acontecer”. O problema é que, quando acontece, o prejuízo humano e financeiro é irreparável.
Segurança não é custo, é investimento e responsabilidade e enquanto houver despreparo, negligência e falta de valorização dos profissionais da área da prevençao, continuaremos repetindo tragédias que poderiam ter sido evitadas com atitudes simples e técnicas corretas.
Que cada incêndio sirva de alerta para o setor público e privado, a prevenção começa antes do fogo, com profissionais qualificados, planejamento e respeito à vida.
Os incêndios só acontecem, onde a prevenção falha.
Marcio Santiago Vaitsman
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